O pedido é presença. O problema é onde a prova está.
O pedido chega com uma desculpa embutida: a empresa quer estar nas redes, mas não tem o que postar. O produto é técnico, o cliente é engenheiro, o dia a dia da fábrica parece pouco para quem está dentro dela.
Quem está dentro costuma ser o pior juiz do próprio material. O que parece rotina é a parte que o mercado nunca viu: a linha funcionando, o técnico que sabe explicar cada etapa, o cliente que compra há décadas, o diretor que pensa o setor melhor do que qualquer relatório. É prova, e das boas. Falta alguém montando uma luz na frente dela.
Por isso a gente não começa por um calendário. Começa por uma visita.
O que a gente procura
Quem sabe explicar. O técnico que opera o equipamento, o engenheiro que escreveu o procedimento, o funcionário com anos de casa. Quando o rigor é narrado por quem executa, demonstra. Quando é afirmado pelo marketing, promete.
O que só a empresa pode mostrar. O processo, o contrato antigo, o espaço de fábrica que nenhum concorrente abriu. Se outra marca pode dizer a mesma coisa, não é o assunto.
Para quem cada coisa serve. Uma mesma fábrica fala com três públicos: quem pode vir trabalhar nela, quem precisa confiar nela tecnicamente e quem decide a compra. Cada um pede um formato e uma voz.
Como a Aldeia faz
A Aldeia grava e edita os próprios vídeos, com equipe própria. Isso importa mais do que parece: quem planeja a pauta é quem vai à fábrica, e quem edita sabe o que foi dito na gravação. O material não passa por três fornecedores até chegar à tela.
Uma peça que diga quem a empresa é. Antes de publicar com regularidade, é preciso que a história tenha sido contada uma vez. Na Mangels, foi um vídeo institucional.
Séries, em vez de posts soltos. Uma série é um formato decidido uma vez, com um público definido. Cada episódio parte do formato, e o formato continua rendendo enquanto a empresa tiver gente e processos para mostrar.
Gravação onde o assunto acontece. Na fábrica, no box, na sala de aula, no evento. A câmera vai até a prova, e não o contrário.
Gestão das redes. Publicar, responder, acompanhar o que cada peça fez e ajustar a pauta com base nisso.
Um lugar que não depende do feed. Rede social é território alugado. Quando faz sentido, a gente constrói o lugar onde o material fica: um site, um hub de notícias, as séries organizadas como categorias próprias.
Na prática
A Aldeia cuida das redes e do conteúdo da Mangels, da Viapol, da Bostik Fortaleza e de outras contas.
Na Mangels, fabricante de rodas de alumínio desde 1928, a gente criou três séries, cada uma para um público. Minha Jornada, Nosso Sucesso traz funcionários contando a própria história na empresa, e fala com quem pode vir trabalhar lá. Por Dentro da Mangels coloca os técnicos explicando processos de fabricação e de controle de qualidade, e constrói autoridade técnica. Conexão Mangels reúne entrevistas com diretores e com o presidente sobre o mercado, e é onde a marca deixa de falar do produto para falar do setor.
O Instagram saiu de menos de 1.800 para 12.028 seguidores. No LinkedIn, a base chegou a 30 mil em janeiro de 2026 e seguiu crescendo mais de 10% depois, sem mídia. O que isso mostra sobre o que esperar de cada canal está no artigo Instagram funciona para indústria?.
Perguntas frequentes
Vocês gravam e editam os vídeos?
Sim, com equipe própria. A mesma equipe que entende a pauta vai à gravação e faz a edição, o que mantém o fio entre o que se quis dizer e o que chega à tela.
Preciso colocar o dono da empresa na frente da câmera?
Não necessariamente. Depende da série. Na Mangels, quem aparece são funcionários, técnicos e diretores, cada um num formato diferente. A gente ajuda a encontrar quem fala bem sobre o que sabe e organiza a gravação para que ninguém precise atuar.
Vocês cuidam só do Instagram?
Não. A escolha do canal vem do público que a empresa precisa alcançar. Na Mangels, o trabalho passa por Instagram e LinkedIn, e inclui o site e o hub de notícias onde o material se organiza.
Como saber se as redes estão funcionando?
Pelo que acontece depois que a mídia sai da frente, e pelo perfil de quem acompanha. Seguidor sozinho diz pouco: o que conta é se a audiência é o setor em que você vende e se o alcance se sustenta sem verba. A gente lê os números por canal, e o artigo citado acima mostra como.
