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Key visual para feiras e eventos

Dentro do pavilhão, a marca tem três segundos e um corredor inteiro de concorrentes. O key visual é o que decide se ela é lida ou atravessada.

O pedido é uma identidade para a feira. O problema é ser lido em pé.

O briefing costuma chegar assim: precisamos de uma arte para a feira. Às vezes é a campanha do ano esticada para caber em painel, às vezes é o logotipo maior, com uma frase em cima. Parece resolvido porque a marca já existe.

O problema é que a marca existe para um leitor que não está ali. Dentro do pavilhão, quem decide é uma pessoa em pé, andando, com dezenas de estandes disputando o mesmo olhar. Ela não vai ler o manual da marca. Vai ler o que enxergar de longe, em um instante, e o resto depende de esse instante ter feito sentido.

Por isso um key visual de feira não é uma arte. É a decisão sobre o que a marca diz quando só tem esse instante, e sobre como essa mesma fala se repete, sem se desmanchar, da fachada ao banner, do vídeo da tela à sinalização do corredor.

O que o key visual de feira resolve

Ele organiza a leitura. Um espaço de feira tem muitas superfícies e muita informação. Sem um sistema visual, cada uma vira um aviso separado. Com ele, o visitante entende onde está, o que é cada área e para onde ir, sem que ninguém precise explicar.

Ele traduz o conceito em imagem. O conceito diz o que o estande quer provocar. O key visual é o que torna isso visível: cor, grafismo, tipografia, a forma como a marca aparece grande e como o resto da composição a sustenta.

Ele amarra o que tem fornecedores diferentes. Numa feira, painel, vídeo, uniforme, mobiliário e material de mão costumam sair de mãos distintas. O key visual é a regra comum que faz tudo parecer da mesma marca, e não de seis.

Ele interrompe o que o visitante acha que já sabe. Quando a marca é conhecida, o reconhecimento pode trabalhar contra: quem passa julga que já entendeu e segue. Um key visual bem pensado tem de fazer o visitante olhar de novo.

Como a Aldeia faz

Na prática, o key visual da feira é desenvolvido junto com o estande. Não é vendido separado, e por um motivo simples: ele só funciona quando nasce do mesmo conceito que organiza o espaço.

O que a feira precisa produzir. O ponto de partida é o mesmo do estande: uma frase dizendo o que o pavilhão tem de deixar quando esvaziar. O key visual responde a ela, não a uma preferência estética.

Conceito. Uma ideia que organiza, não que enfeita. Se não dá para explicá-la em uma frase para quem trabalha no estande, ela não vai sobreviver à montagem.

Linguagem visual. Cor, grafismo, tipografia, imagem e a forma como a marca ocupa o espaço. Aqui a gente parte do que a marca já comunica, em todos os pontos, para o estande não contradizer o material que o visitante já viu.

Aplicação. O sistema vai para cada superfície: fachada, painéis, comunicação das áreas, vídeos, sinalização, uniformes. É a etapa em que se descobre se a regra funciona fora do desenho, e em que ajustar ainda é barato.

Direção até a montagem. A gente acompanha a produção do que carrega o key visual. Ele é a primeira coisa a se perder quando o prazo aperta, e a Aldeia dirige o projeto justamente para isso não acontecer.

Na prática

Elizabeth, Expo Revestir 2022. O conceito foi Caminhos. O portfólio deixou de ser apresentado por código de produto e passou a ser organizado por lugar, em três mundos: Vias, Terras e Brisas. A parede de abertura declara a ideia, cada zona ganhou nome, cor e parede de amostras, e um grafismo de listras verticais atravessa o estande inteiro, amarrando zonas diferentes em um sistema só. É um exemplo de key visual que organiza a leitura além de decorar.

Ajinomoto, FISA 2022. A Aldeia fez a identidade visual da presença da marca numa feira de ingredientes industriais. O que o visitante via do corredor era um volume branco, um filete de luz vermelha e a marca iluminada, num pavilhão em que a maior parte dos estandes grita com cor cheia.

Os dois casos estão contados em detalhe nos cases, mais abaixo.

Perguntas frequentes

O que um key visual de feira inclui?

O conceito, a linguagem visual e a regra de aplicação: como a marca aparece na fachada, nos painéis, nos vídeos e na sinalização. O que ele cobre depende do que o projeto da feira pede, e isso se define depois de entender o que a feira precisa produzir.

Vocês vendem o key visual separado do estande?

Na prática, não. Ele nasce do mesmo conceito que organiza o espaço, e separar os dois costuma gerar uma arte bonita que o estande não consegue sustentar. A Aldeia faz o conceito e dirige o projeto, e o key visual é parte dele.

A marca precisa ter manual de identidade para começar?

Não. O que a gente precisa é saber o que a marca comunica hoje, onde quer que apareça. Quando há manual, ele entra como ponto de partida. Quando não há, o diagnóstico mostra o que existe e o que o estande não pode contradizer.

O key visual da feira continua valendo depois dela?

Pode continuar, quando o conceito for bom o bastante para isso. No caso da Elizabeth, Vias, Terras e Brisas viraram uma forma de ler o portfólio que não depende do estande. Mas essa não é uma promessa de todo projeto: a feira vem primeiro, e o resto é consequência.

Vocês fazem key visual para feiras fora de São Paulo?

Fazemos. O projeto, a produção e a operação acompanham o cliente.

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Qual é a próxima feira?

Conte a feira, a marca e o que ela precisa dizer lá dentro. A primeira conversa é para entender isso, antes de qualquer layout.

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